O mineirim entrou no consultório e meio sem jeito foi falando:
- Dotô, o trem não sobe mais. Já tomei de tudo quanto há de pranta, mas não sobe mais mêsm.
- Ah não, meu amigo Zé. Vou te passar um medicamento que vai deixar você novo em folha. São cinquenta comprimidos, um por dia.
- Mas dotô, eu sou um homi simpres da roça. Só sei contar té déis nos dedo e mais nada uai..
- Então você vai numa papelaria, compra um caderno de cinquenta folhas. Cada folha que você arrancar por dia tome um comprimido. Quando o caderno acabar você já vai estar curado. A receita está aqui.
- Brigado dotô. Vou agora mesmo comprá essi tar di caderno.
E logo que saiu do prédio ele avistou de fato uma papelaria ali perto. Entrou, a moça veio atender.
- Moça, eu precisava de um caderno de cinquenta fôia.
- Brochura?… .. perguntou a moça
- Médiquim fí da puta…….
Já andou espaiano meu pobrema!
mineiro
Médico Fofoqueiro
Mineiro – Diversas
Um cara de Minas está visitando o amigo carioca que sofreu um acidente de carro e que irá ficar, temporariamente, de cama, e mora numa belíssima casa de dois andares, no Jardim Botânico.
De repente o acidentado diz:
– Eu deixei as minhas Havaianas lá em cima no meu quarto. Você não quer ir lá pegar pra mim, por favor? Quebra essa, vai?
– Não dá para recusar este tipo de favor, não é?
Então, o cara sobe a escada e vai até o quarto do amigo.
Chegando lá, ele percebe que a porta do banheiro está se abrindo e as duas lindas irmã gêmeas do amigo, estão saindo, com apenas um robe transparente e ele gostaria de escancarar os tesouros que elas inocentemente deixaram à vista.
O cara, um mineirim com 30 anos de belzonte, não perde a chance:
– Oi meninas, foi seu irmão que me pediu para subir e transar com vocês!
As duas olham-se incrédulas:
– Ele nunca iria dizer isso!
- É lógico que disse! – responde ele – Querem ver?
E gritando para o amigo lá embaixo, pergunta:
– É pra pegar só uma ou as duas?
– CLAAROOOO QUE AS DUAS, POOORRRAAAAA!!!
——————————————————————————-
*Em Minas é assim…*
*NUDEZ MINEIRA*
Dois cumpadre de Beraba tavam bem sossegadim fumando seus respectivo
cigarrim de paia e proseano.
Conversa vai, conversa vem, eis que a certa altura um deles pergunta pro outro:
- Cumpadre, u quê quiocê acha desse negóço de nudez?
No que o outro respondeu:
- Acho bão, sô!
O outro ficou assim, pensativo, meditativo.. .e perguntou de novo:
- Ocê acha bão purcaus diquê, cumpadre?
E o outro:
- Uai! É mió nudês do que nunósso, né mesmo?
*SUTILEZA MINEIRA*
O cumpadi, há muito tempo de olho na cumadi, aproveitô a ausência do cumpadi e resolveu fazer uma visitinha para ver se ela não carecia de arguma coisa…
Chegando lá, os dois meio sem jeito, não estavam acostumados a ficar a sós….falaram sobre o tempo….
- Será qui chove?
- Pois é…..
Ficô um grande silêncio….. .
Aí, o cumpadi se enche de corage e resorve quebrá o gelo:
- Cumadi….qui qui ocê acha: trepemo ou tomemo um café?
- Ah, cumpadi…cê mi pegô sem pó……
*TREM CAIPIRA *
Uma mulher estava esperando o trem na estação ferroviária
de Varginha, quando sentiu uma vontade de ir urgentemente ao banheiro. Foi…Quando voltou, o trem já tinha partido. Ela começou a chorar. Nesse momento, chegou um mineiro, compadeceu-se dela e perguntou:
- Purcaus diquê qui a sinhora tá chorano?
- É que eu fui urinar e o trem partiu…
- Uai, dona! Por caus dissu num precisa chorá não..tenho certeza bissoluta qui a sinhora já nasceu com esse trem partido….
*CUNVERSA DE MINEIRIM*
- Cumpadi, muié é bicho estranho, num é mêsss??? Num gosta di pescá….
Num gosta di futebor… Num sabi contá piada…
Num toma umas pinguinha… .
- Óia, cumpadi….si num tivesse piriquita, eu nem cumprimentava.
*MUIÉ MINEIRA*
Os dois cumpadres pitavam o cigarrim de paia e prosiavam. Um
deles pergunta:
- Ô cumpadre, cumé que chama mesmo aquela coisa que as muié tem (faz um sinal com as duas mãos), quentim, cabeludim, que a gente gosta, é vermeia e que come terra?
- Uai…quentim. .. vermeia..? A gente gosta? Uái sô, só pode ser a piriquita.
Mas eu num sabia que comia terra, sô!!
O outro dá uma pitada no cigarro:
- Pois come, cumpadre. Só di mim, cumeu treis fazenda.
*DIPROMA*
O velho fazendeiro do interior de Minas está em sua sala, proseando com
um amigo, quando um menino passa correndo por ali.
Ele chama:
- Diproma, vai falar para sua avó trazer um cafèzinho aqui pra visita! E o amigo estranha:
- Mas que nome engraçado tem esse menino!! É seu parente?
- É meu neto! Eu chamo ele assim porque mandei a minha filha
estudar em Belzone e ela voltou com ele!
*TRAIÇÃO À MINEIRA*
O amigo chega pro Carzeduardo e fala:
- Carzeduardo, sua muié tá te traino co Arcide.
- Magina!! Ela num trai eu não. Cê tá inganado, sô.
- Carzeduardo! Toda veiz qui ocê sai pra trabaiá, o Arcide vai pra sua casa e prega ferro nela.
- Duvido! Ele não teria corage….
- Mais teve! Pode confiri.
Indignado com o que o amigo diz, o Carzeduardo finge que sai de
casa, sesconde dentro do guarda-roupa e fica olhando pela fresta da porta. Logo vê sua mulher levando o Arcide para dentro do quarto pra começar a sacanage..
Mais tarde, ele encontra com o amigo, que lhe pergunta o que houve. E então, o Carzeduardo relata cabisbaixo:
- Foi terrive di vê!!!… ele jogou ela na cama, tirou a brusa…. e os peito caiu….tirou a carcinha…e a barriga e a bunda dispencaro.. ….. tirou as meia…e apariceu aquelas varizaiada toda, as perna tudo cabiluda. E eu dentro do guarda roupa, cas mãos no rosto, pensava:
‘Ai…qui vergonha que tô do Arcide!!!’
*UAI SÔ*
Um mineirinho bom de cama, passando por New York, pega uma americana e
parte para os finalmentes.
Durante a relação, a americana fica louca e começa a gritar:
- Once more, once more, once more…..(traduçã o de once more:
‘mais uma vez’)
E o mineirinho responde desesperado:
- Beozonte, Beozonte, Beozonte…. .
*O EMPRESÁRIO E O MINEIRIM*
Num certo dia, um empresário viajava pelo interior de Minas.
Ao ver um peão tocando umas vacas, parou para lhe fazer algumas perguntas: – Acha que você poderia me passar umas informações?
- Claro, sô!
- As vacas dão muito leite?
- Qual que o senhor quer saber: as maiáda ou as marrom?
- Pode ser as malhadas.
- Dá uns 12 litro por dia!
- E as marrons?
- Tamém uns 12 litro por dia!
O empresário pensou um pouco e logo tornou a perguntar:
- Elas comem o quê?
- Qual? As maiáda ou as marrom?
- Sei lá, pode ser as marrons!
- As marrom come pasto e sal.
- Hum! E as malhadas?
- Tamém come pasto e sal!
O empresário, sem conseguir esconder a irritação:
- Escuta aqui, meu amigo! Por quê toda vez que eu te pergunto
alguma coisa sobre as vacas você me diz se quero saber das malhadas ou das marrons, sendo que é tudo a mesma resposta?
E o matuto responde:
- É que as maiáda são minha!
- E as marrons?
- Tamém!
*INDO PARA A PESCARIA… *
Os dois mineiros se encontram no ponto de ônibus em Cocalinho
para uma pescaria.
- Então cumpade, tá animado? pergunta o primeiro.
- Eu tô, home!
- Ô cumpade, pro mode quê tá levano esses dois embornal?
- É que tô levano uma pingazinha, cumpade.
- Pinga, cumpade? Nóis num tinha acertado que num ia bebê mais?!
- Cumpade, é que pode aparece uma cobra e pica a gente. Aí
nóis desinfeta com a pinga e toma uns gole que é pra mode num sinti a dô. – É… e na outra sacola, o que qui tá levano?
- É a cobra, cumpade. Pode num tê lá…
*MINEIRIM COMPRANDO PASSAGEM *
O mineirin vai a uma estação ferroviária para comprar um bilhete.. – Quero uma passage para o Esbui – solicita ao atendente.
- Não entendi; o senhor pode repetir?
- Quero uma passage para o Esbui!
- Sinto muito, senhor, não temos passagem para o Esbui.
Aborrecido, o caipira se afasta do guichê, se aproxima do amigo que o estava aguardando e lamenta:
- Olha, Esbui, o homem falou que prá ocê não tem passagem não!
*A PESQUISADORA E O MINEIRIN*
Uma pesquisadora do IBGE bate à porta de um sitiozinho perdido
no interior de Minas.
- Essa terra dá mandioca?
- Não, senhora. – responde o roceiro.
- Dá batata?
- Também não, senhora!
- Dá feijão?
- Nunca deu!
- Arroz?
- De jeito nenhum!
- Milho?
- Nem brincando!
- Quer dizer que por aqui não adianta plantar nada?
- Ah! … Se plantar é diferente.
Fato inédito no meio científico
Durante escavações no estado do Rio de Janeiro, arqueólogos fluminenses descobriram, a 100 m de profundidade, vestígios de fios de cobre que datavam do ano 1000 D.C.
Os cientistas cariocas concluíram que seus antepassados já dispunham de uma rede telefônica naquela época.
Os paulistas, para não ficarem para trás, escavaram também seu subsolo, encontrando restos de fibras óticas a 200 m de profundidade.
Após minuciosas análises, concluíram que elas tinham 2000 anos de idade.
Os cientistas paulistas concluíram, triunfantes, que seus antepassados já dispunham de uma rede digital à base de fibra ótica naquele tempo!
Semanas depois, em Belzonte , foi publicado por cientistas mineiros o seguinte estudo: “Após escavações arqueológicas no subsolo de Contági, Betim, Barbacen, Passa-Quato, Jijifó, Sans Dumont, Pôsalegre, Santantoin do Monte, Varginha, Nanuque, Águas Formosas, Moncarmelo, Carnerim, Lagoa Dorada, Sanjão Del Rei, Beraba, Berlândia, Belzonte, Bosta do Raguari, Divinópis, Pará de Mins, Furmiga, Vernador Valadars, TiófilOtoni, Piui, Carmo do Cajuru, Lagoa Santa, Morro do Ferro, Biraci, Selagoa e diversas outras cidades mineiras, até uma profundidade de 500 metros, não foi encontrado absolutamente nada.
Concluiu-se então que os antigos mineiros já dispunham há 5000 anos de uma rede de comunicações sem-fio: “wireless”.
Nota dos arqueólogos: Por isso se pronuncia UAIreless…
Precisa-se: assistente Dr. Roger Abdelmassih, clínica BH
Mineirim
Mineirim no leito de morte, decidiu ter uma conversa definitiva com a sua companheira de toda a vida sobre a fidelidade da mesma:
- Muié, pode falá sem medo… já vô morrê mess e prifiro sabê tudim direitim… – Ocê arguma veiz traiu eu?
- Ô Zé, num fala dessas coisa que eu tenho vergonha….
- Pode falá muié….
- Quero não…
- Fala muié, disimbucha…
- Mió dexá pra lá, Zé.
- Vai, conta…
- Queto Zé, morre em paz…Depois de muita insistência ela resolveu abrir o jogo:
- Tá bão Zé, vou contá, mais num mi responsabilizo…
- Pode contá.
- Ói Zé, traí sim, mas foi só trêis veiz.
- Intão conta sô! Trêis veiz nessa vida toda até qui num foi muito!
- A primera foi quando cê foi demitido daqueli imprego qui ce brigou cum chefe.
- Ué, mas eu fui adimitido dinovo logo dispôis sô..
- Pois é Zé…eu fui lá cunversá cum ele, acabei dano pra ele e ele ti contratô di vorta.
- Ah, muié, cê foi muito boa cumigo…essa traição num dá nem pra leva a mar, foi pela necessidade da nossa famía…tá perdoada. E a segunda?
- Lembra quando cê foi preso pru modi daquele furdunço que cê prontô na venda?
- Lembro muié, mas num fiquei nem meio dia na cadeia.
- Pois é Zé…eu fui lá cunversá cum delegado e acabei dano pra ele ti sortá.
- Ê muié, isso nem conta também não, a carza foi justa…imagina ficá preso lá um tempão. Ocê nem me traiu, foi pela nossa famía e pela minha liberdade, uai. E a úrtima?
- Lembra quando cê si candidatô pra vereadô?
- Lembro muié…quase me elegeru.
- Pois é… eu qui consegui aqueles 1.752 voto…









