Bar do Zel

“50 anos ouvindo estórias de botequim… Quantas estórias já ouvi? Vai mais uma geladinha?!”

Cachorros fumando cigarros?

O cigarro é um dos produtos de consumo mais vendidos no mundo. Comanda legiões de compradores leais e tem um mercado em rápida expansão. Satisfeitíssimos, os fabricantes orgulham-se de ter lucros impressionantes, influência política e prestígio. O único problema é que seus melhores clientes morrem um a um.

Este “atraente” produto está repleto de mais de 4000 substâncias químicas.

Como se já não bastasse milhões de pessoas por ano estarem morrendo por causa desse vício, agora até os cachorros estão entrando nessa onda…

O cão ‘Tesouro’, assim chamado por sua dona, fuma pelo menos dois cigarros por dia. (Foto: Quirky China/Barcroft Media/Getty Images)

Cão inala fumaça desde que tinha apenas cinco meses. (Foto: Quirky China/Barcroft Media/Getty Images)

“Tesouro”, como é chamado, é viciado em cigarro e precisa de, pelo menos, dois por dia. Segundo sua dona, Li, o cão de estimação inala fumaça desde que tinha cinco meses de idade. A chinesa contou ao jornal “Daily Mail” que, quando as pessoas estão fumando, o animal chega a se levantar para inalar a fumaça.

Além disso, o cão adora comer pontas de cigarros. A dona, porém, anda preocupada com a saúde de seu animal de estimação. Após levá-lo a um veterinário, ela descobriu que o cão apresenta manchas em seus pulmões e seu coração e fígado são maiores do que o normal.


Cuidado. Fique de olho no seu cão.


Fontes: http://www.areaseg.com/toxicos/fumo.html.

http://g1.globo.com/Noticias/PlanetaBizarro/0,,MUL1514078-6091,00-CAO+FUMA+DOIS+CIGARROS+POR+DIA+E+DEIXA+DONA+PREOCUPADA.html

Causo antigo

São tantos causos que eu presencio durante meu expediente de 12 horas diária. Imagine quantos causos eu já não ouvi durante esses meus 50 anos de bar.

Algumas histórias inacreditáveis ficaram na minha memória. Como essa que vou lhes contar de 40 anos atrás.

Uma vez chegou no meu bar um freguês muito alegre e pagou bebidas para todo mundo. Eu então vendo aquela empolgação, falei:

- O que aconteceu, João? Você andava tão triste e hoje você está com essa alegria toda. Ganhou na loteria foi?

Ele respondeu:

- Não, seu Zel. É que eu acabei de passar no médico e ele falou que a minha coluna não tem mais cura. Quero ver agora se eu não me aposento.. :)

Este foi um caso realmente verídico que ocorreu no meu bar. É, aqui realmente já aconteceu situações muito inusitadas, até mesmo de vir pessoa com bilhete premiado na mega-sena. Mas isso fica pra uma outra história.

Fiado ou à vista?

Recentemente, eu estava como de costume, atendendo alguns fregueses, quando chegou um que gosta de comprar fiado. É um bom pagador, não tenho do que reclamar. Então ele pediu o goró e disse:

- Essa eu vou pagar hem.

Daí eu disse:

- Ah, então nessa eu vou caprichar.

Logo então, um outro cliente que estava tomando uma cerveja, deu uma risada que chegou a cuspir a cerveja no balcão do meu bar. Então, ele falou:

- Pô, seu Zel. O senhor só vai caprichar porque ele tá pagando? Se fosse fiado então o senhor iria manerar na cachaça?

Então eu respondi:

- Ah não, na verdade eu só capricho na pinga quando é fiado, porque senão tenho medo dele não vir me pagar.

Os dois morreram de dar risada. Então o cliente que pediu a cachaça, falou:

- Ah, então pode marcar no caderno essa daí.

Saia justa

Uma vez, chegou no meu bar um freguês, pediu uma cerveja e ficou olhando pra mim. Passados alguns minutos, ele disse:

-Ei, o senhor é de fortaleza?

Eu respondi:

- Sim, sou porque?

Ele respondeu:

- Ah rapaz, eu sou o Francisco, tô lembrado de você. Você é o Zel. Nós trabalhamos juntos de camelô no Ceará.

Eu afirmei que na adolescência havia mesmo trabalhado de camelô, mas não me lembrava direito dele.

Porém, conversa vai, conversa vem, começamos a falar das festas, dos cinemas, das escolas, das zonas. Quando falamos em zona, ele logo perguntou:

- Você conheceu a burra preta? Lá da zona currau?

Eu respondi:

- Rapaz, eu não saía de cima dela, a negra era muito boa, naquele tempo ela já fazia todo tipo de sacanagem.

Logo então, notei que o rapaz ficou meio chateado, então perguntei:

- Ô amigo, o que foi? Falei alguma coisa que você não gostou?

Ele, meio triste, respondeu:

- É que a burra preta é a minha mãe.

Pensem na saia justa que eu fiquei.

Causos recentes (hilários)

Recentemente aconteceu fatos hilários aqui no meu comércio.

Só de lembrar eu morro de rir. São esses fatos que fazem eu gostar deste comércio.

Estava eu atendendo os fregueses, quando de repente chegaram dois mineiros aqui e disseram:

-Ô sinhô, me vê uma cerveja!

-Opa, já vai -Eu falei.

Após servir a cerveja, eu ouvi eles conversando um com o outro:

-Uai sô. Foi você que coisou a coisa lá?

O outro mineiro respondeu:

- Não, num fui eu não. Quando eu cheguei, já tava coisado.

Após eles tomarem a cerveja, pagarem e irem embora, chegou dois fregueses conhecidos meus.

Começaram a conversar sobre a Parada Gay e como podia existir uma festa daquelas.

Então no embalo da conversa, eu joguei uma pegadinha e disse a um deles:

- Se você tivesse um filho heterossexual, o que você faria?

O rapaz respondeu:

- Eu iria amar ele do mesmo jeito.

Hahahahahhahahaha. Rachamos de rir…..

Sonho doido

Certa vez, fui convidado para uma festa no interior de São Paulo.

Foi a festa mais animada da minha vida.

Mas, na madrugada, aconteceu uma grande briga. Foi faca e tiro pra todo lado e eu mesmo bêbado, saí correndo por uma estradinha de terra. Só ouvia gritos, cachorro latindo, o galo cantando, o urubu piando e o fumo entrando.

Como eu estava muito bêbado, adormeci num lugar muito estranho e comecei a ouvir vozes de todos os lados que eram mais ou menos assim:

- Tira a boca daí seu porcão, essa coisa aí é pra veado.

- Não, eu também gosto.

Do outro lado alguém falou:

_ O galinha, que rabão bonito hem.

- Para com isso urubu, você fala pra todo mundo que só gosta de preta.

Eram tantas discussões, vindas de todos os lados, mais uma me chamou a atenção.

Era uma voz masculina dizendo:

- Sua piranha maldita, você acabou com a minha vida. Eu gostava tanto de você e você me traiu logo com aquele traíra.

Foram muitas histórias que ouvi durante o meu delírio, pensei mesmo que estava dormindo num motel, mas ao acordar com o sol na cara, é que eu notei que estava dormindo numa linda fazenda rodeada de animais, á margem de um lago com muitos peixes, inclusive piranhas.

Só então entendi aquela bronca que o cavalo-chefe deu na sua turma. Ele disse:

- Que porra é essa? Virou zona isso daqui agora? Tá todo mundo transando com espécies diferentes e ainda sem camisinha? Porque não fazem como o jumento, que está usando camisinha?

O jumento então olhou para o cavalo-chefe e disse:

- Não, eu não estou usando camisinha, eu to comendo a cobra.

Vigarista do ano

Mais uma estória que eu nunca esqueci:

Certa vez, chegou no meu bar um rapaz e pediu para eu fritar 300 salgadinhos. O rapaz falou:

- Ô colega, enquanto você frita os salgadinhos aí, eu vou aqui ao lado na loja do meu irmão buscar o dinheiro para pagar os salgadinhos. Este é o presente do meu aniversário que meu irmão me deu hehe…

Na loja ao lado, ele comprou R$ 300,00 em roupas, e disse ao dono, que era meu irmão e que enquanto o funcionário aprontasse seu pacote, ele iria até ao meu bar pegar o dinheiro, e que isso era o presente que o seu irmão, o dono do bar ao lado(eu), estava lhe dando. Ao retornar ao bar, ele me disse:

- Opa meu amigo, então.. quando o senhor tiver fritado tudo, o senhor pode entregar os salgadinhos aqui na loja ao lado que é a do meu irmão e pode receber o dinheiro dele. Esse é o presente que ele vai me dar de aniversário hehe…

Logo em seguida, ele foi rapidamente até a loja, pegou seu pacote e disse ao dono da loja que seria eu quem iria pagar, e que este era o presente que eu iria lhe dar. Então ele chamou o dono da loja para ir até ao meu bar, para se certificar de que eu iria pagar as roupas. Ao chegar no meu bar, da porta mesmo ele gritou:

- Opa.. Ae meu amigo, os 300 você dá pra ele aqui, beleza?

Eu crente que ele estava falando dos salgadinhos, respondi:

- Opa beleza amigo, já já to levando.. Não demoro.

Quando fui levar os salgadinhos na loja, o dono me falou que não sabia de nada dessa história de salgadinhos, quis brigar comigo e ficou muito irritado. Daí após um certo tempo, após termos colocado os pingos nos is só então percebemos que caímos no conto do vigário

Conto do vigário - Não caia nele

Num certo dia, chegou em meu bar um senhor aparentando ter uns 40 anos. Ele estava acompanhado de uma criança de mais ou menos 8 anos. Os dois gastaram R$ 20,00.

O homem então se dirigiu até o caixa e me falou: Opa amigo, eu vou aqui ao lado cortar o cabelo, pode dar para o meu filho o que ele quiser que logo eu volto e pago tudo. O garoto, após um tempo, acabou de lanchar e disse:

- Falow ae amigo, brigado.

Eu então falei:

-Que é isso? Espere seu pai voltar!

Ele então retrucou:

-Não, eu nem conheço aquele homem… Eu estava ali na praça quando ele me convidou para lanchar.

E até hoje este senhor vigarista nunca mais voltou para pagar a despesa.

Moral da história: Cuidado com o conto do vigário!!!

Coveiro sacana!!!

Havia um coveiro que sempre vinha tomar umas pingas aqui no meu bar e, muitas vezes, ele ficava reclamando da situação, dizendo que o negócio tava feio. Ele falava que quando havia muitos enterros ele sempre ganhava muitas caixinhas, mas na maioria do ano, o número de enterros não era lá grande coisa e que por isso não ganhava muito. Por isso, não tinha muito dinheiro pra beber!

A época que ele mais gostava era a época do carnaval e do ano novo. Nessas épocas aumentavam o número de enterros…….. E a que ele mais ficava triste era na semana santa: Morre muito pouca gente nesta semana, ele dizia… É mole?! ;-)

Mais uma de pescador. (De pescador mesmo)

Durante esses 50 anos como dono de bar, ouvi muitas estórias.

Mas uma delas, eu nunca esqueci.

Uma vez chegou no meu bar um grupo de pescadores de fim de semana, e um deles começou a contar esta estória:

-Rapaz, uma vez eu vinha de volta pra casa com o meu caminhão vazio. Lá pela madrugada, encostei o meu caminhão na margem da estrada, e perto, havia um grande lago. Durante o meu cochilo, ouvi um barulho na carroceria e cada vez mais o barulho aumentava.

Resolvi verificar o que estava acontecendo. Chegando lá, encontrei a carroceria cheia de peixes. Fui verificar como aqueles peixes tinham chegado ali, aí descobri que havia um cavalo velho que estava deitado na beira do lago, e ao cochilar, baixava a cabeça até a água. Então o peixe o mordia, o cavalo se assustava e com o susto, jogava o peixe pra cima, que caía na carroceria. Então resolvi esperar mais meia-hora até encher a carroceria. Passada meia-hora, acordei o cavalo e fui embora.

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