… No dia seguinte, quando o cavalo-velho soube que os dois irmãos de André iriam para a guerra, disse bem alto: – Eu não vou não, com estes dois caras aí, eu não vou.

O cavalo-velho logo reconheceu Pedro e Paulo, que o haviam maltratado, quando haviam passado por ele antes de chegarem ao palácio do rei Apolo.

Pedro então, ficou nervoso com a reclamação do cavalo-velho e disse:

- Ah, olha aí a audácia desse cavalo – E já foi tirando a cinta e dando uma cintada, porém, antes de ser atingido, o cavalo-velho deu um grande coice em Pedro, que ficou estatelado no chão.

Pedro olhou para André dizendo: – Pô André, não vai fazer nada não? – André então dando risada, disse: – Em briga de cavalo e burro eu não me meto.

Paulo, vendo o seu irmão caído no chão e todo sujo de lama, resolveu ir tomar as dores, partindo pra cima com a sua espada, mas na primeira investida, o cavalo-velho conseguiu desarmar Pedro, que levou um golpe no braço e deixou a sua espada voar longe.  Nisso o cavalo-velho disse:

- Agora vai dar uma briga boa, já que nós dois estamos desarmados.

Paulo tentou correr, mas o cavalo-velho o derrubava com seus saltos mortais e rasteiras. Mas a briga só acabou mesmo quando André deu um grito para que eles parassem de brigar, pois já era hora de partir para  a guerra. André ordenou que os seus irmãos fossem em outro batalhão, já que o cavalo-velh não queria a companhia deles.

Ao chegar no campo de guerra, Pedro e Paulo, que eram dois exímios guerreiros, tomaram a dianteira e em pouco tempo, eliminaram o batalhão inimigo e ajudaram a vencer muitos outros.

Ao voltarem para o palácio, Pedro e Paulo foram muito bajulados por todos os companheiros, inclusive pelo rei e pelo seu irmão André… CONTINUA


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